Não me lembro com o que sonhei (coisa incrível, sempre lembro dos meus sonhos, com detalhes). Minha mãe, numa época da vida, não se lembrava de seus sonhos e dizia que não estava mais sonhando. Eu lhe disse:
- Mãe, você está sonhando sim, só não se lembra. Todo mundo sonha.
Não sei se ela ficou mais triste ou mais alegre com a notícia, mas me disse:
- Eu vou orar e pedir a Deus para devolver os meus sonhos ou a minha memória - não foram exatamente essas palavras, mas foi esse o sentido.
Então, várias vezes eu a via orando. Um dia ela veio me contar que tinha voltado a sonhar e estava muito feliz.
Eu sei que sonhei a noite toda, só não me lembro, isso mostra que não foram sonhos intensos, como têm sido até agora.
Hoje, estava na cama vendo o jornal do meio-dia, quando o telefone tocou. Vi-me forçada a me levantar para atendê-lo, é claro que já tinham desligado. Aí arrumei a cama, igual ao meu nariz, e quando fui abrir as cortinas percebi que já estavam abertas. Fiquei pensando:
- Será que eu dormi com as cortinas abertas?
Não, lembro-me muito bem de tê-las fechado.
Então perguntei aos meus mortos:
- Foram vocês que abriram as cortinas?
Eles fingiram que não ouviram, ficaram "olhando pra ontem" disfarçando. Aí concluí que eu devo tê-las aberto e esquecido.
Tomei a benção à minha avó, à minha tia, à minha mãe, dei um olá para o Donia e fiquei ali sentindo uma vibração de felicidade vindo em direção ao meu coração.
Foi bom.
Conversei, depois, com duas irmãs, um irmão e com alguns sobrinhos (as), por telefone, e agora estou bem, só esperando terminar o Estúdio I, para tomar banho e ir ao mercado e à loteria (não necessariamente nessa ordem).
Intão, inté.