Bem, vamos lá, como tenho tomado tarja preta, o medo de muitas memória já terem ido para a terra do sem fim é grande, então começarei pela primeira que me vem à mente.
"1955 ou 1956 - Tinha eu de dois para três anos, creio eu, não tenho ninguém para confirmar, quando me via aos prantos, juntamente com minha irmã um ano mais velha, sentada numa tampa de fossa séptica (é, naquele tempo as casas possuíam isso), numa altura em que não conseguíamos descer. Só me lembro do nosso pranto sofrido e coletivo e dos nossos pezinhos balançando. O porque de tanto choro? Minha mãe e minha irmã mais velha estavam na casa da vizinha, dois quintais depois, e as avistávamos pelas cercas das casas."
Não sei como isso acabou, minha mãe deve ter voltado, enxugado nossos narizes e olhos e tudo deve ter voltado ao normal, mas essa imagem nunca me saiu da cabeça, creio que, como disse uma psicóloga que frequentei, foi a minha primeira sensação de abandono.
Por hoje chega. Já são 16:07, estou assistindo a um jornal com o meu amado Sidney Resende, mas terei que abandoná-lo para tomar um banho e cuidar da vida. Que dó!
Um beijo para quem é de beijo e um abraço para quem é de abraço. Aperto de mão não, ando com muito nojo de tocar nas mão das pessoas e quando elas vêm me cumprimentar vou logo abraçando, assim encosto nas roupas, não na pele (T.O.C. se instalando!!!!!!!)